Julho Amarelo: hepatites virais e o papel do médico infectologista

18 de setembro de 2021
hepatites virais0

Causadoras de inflamações e degenerações no fígado, as hepatites podem ter origem em infecções por vírus, pelo uso de medicamentos, álcool e outras toxinas e também por doenças relacionadas ao metabolismo e ao sistema imunológico.

As hepatites virais são doenças silenciosas e afetam milhares de pessoas que desconhecem ter a doença pela ausência de sintomas aparentes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 2 bilhões pessoas possuem hepatite do tipo B. No Brasil, cerca de 70% da população já teve contato com o tipo A e 15% com o vírus da hepatite B.

Visando a prevenção e combate às hepatites virais, foi criada a campanha Julho Amarelo, oficializada por decreto de lei no início de 2019.

Neste artigo, entenda o que são hepatites virais e qual o papel do infectologista no diagnóstico e tratamento da doença.

Tipos de hepatites e como preveni-las

Existem 5 tipos de hepatites virais, sendo os casos mais comuns no Brasil as do tipo A, B e C. Os tipos D e E, são mais comuns em países da África e Ásia. Conheça:

Hepatite A – com maior número de casos, é causada pelo vírus VHA. Sua contaminação está ligada ao contato oral-fecal, pela falta de condições de higiene de alimentos e água, principalmente em áreas de precariedade do saneamento básico. Crianças são o principal grupo de risco e já existe vacina para prevenção.

Hepatite B – identificada pela presença dos anticorpos VHB no sangue e pode ser transmitida através de contato sexual, por estar altamente concentrada nas secreções sexuais. A doença afeta as células do fígado e pode ficar incubada no paciente em um período de 1 a 4 meses. Pode assumir formas aguda, crônica e até mesmo fatal. A vacina para prevenção da hepatite B é oferecida em três doses na rede pública de saúde.

Hepatite C – causada pelo vírus HCV, está entre os principais motivos transplantes de fígado em pacientes contaminados através de relações sexuais sem preservativo, sanguíneo e durante a gravidez e no parto. Neste último caso, os exames de pré-natal ajudam a diagnosticar a doença. Para evitar a contaminação, é preciso evitar o contato com o sangue contaminado através do compartilhamento de agulhas, seringas e instrumentos de tatuagem e piercing.

Hepatite D – a contaminação pelo vírus HDV depende da contaminação do tipo B. Por esse motivo, a contaminação e a prevenção se dão da mesma maneira, evitando o contato com o sangue e secreções de pessoas contaminadas pela doença. Apesar de não ter uma vacina específica, tomar as três doses de vacina contra Hepatite B ajuda a prevenir a infecção.

Hepatite E – também transmitida pelo contato oral-fecal, o vírus HVE pode estar presente na água e alimentos em baixas condições de higiene. Por este motivo, o saneamento básico de qualidade e cuidados como lavar as mãos, assim como verduras, legumes e outros alimentos, além de evitar ter contato com esgoto a céu aberto.

Principais sintomas da hepatite viral

A maioria dos tipos de hepatite viral não apresenta sintomas em estágio inicial, mas a falta de diagnóstico feito por um médico pode agravar a doença para o estágio crônico.

Dentre os principais sintomas das hepatites virais estão a alteração de cor das fezes e urina, dores abdominais, fadiga, cansaço, vômitos, amarelamentos dos olhos e da pele, febre, perda de apetite, variando para cada caso.

Para o estágio agudo das hepatites virais, são prescritos repouso, hidratação e medicamentos que vão aliviar os sintomas presentes e acompanhamento para que a doença não evolua para complicações.

A doença é diagnosticada através de exame de sangue, e uma vez identificada, são solicitados pelos médicos, como hepatograma e ultrassonografias do fígado, para avaliar o estado de saúde do paciente e identificar o tratamento adequado para cada caso e tipo de hepatite.

O que faz o infectologista

Infectologista é o médico especialista em doenças infecciosas causadas por vírus e parasitas no geral. Nos casos de hepatite viral, o infectologista é o responsável pelo diagnóstico, tratamento e acompanhamento da evolução do paciente que tenha a doença. Dentre as suas funções está adequar o tipo de vírus e estágio da doença aos medicamentos para prevenir complicações e avanço das hepatites.

Geralmente, este profissional é procurado ou indicado após a consulta a outras especialidades médicas, mas seu papel é fundamental na prevenção das hepatites virais, uma vez que orienta quais vacinas devem ser tomadas em casos de viagens a locais de risco de contaminação ou contaminação por outros tipos de vírus, por exemplo.

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